sábado, 31 de dezembro de 2011

LICENÇA AMBIENTAL "LS" PARA O NE PELA INTERNET

CPRH será primeiro órgão ambiental do NE a emitir licença pela internet Objetivo é agilizar os processos de licenciamento ambiental de empreendimentos de pequeno potencial poluidor sexta, 30 de dezembro de 2011 A partir de janeiro, a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) vai disponibilizar o Licenciamento Ambiental Eletrônico a Distância por meio do portal do órgão na Internet, tornando-se o primeiro órgão ambiental do Nordeste a utilizar o sistema. O objetivo é agilizar os processos de licenciamento ambiental de empreendimentos de pequeno potencial poluidor. Para conferir a novidade, os interessados podem já acessar o portal www.cprh.pe.gov.br. O novo licenciamento online também reduz o fluxo de processos na Agência e permite que os profissionais do órgão tenham maiores condições de fiscalizar e monitorar empreendimentos com grande potencial poluidor ou degradador. Segundo o diretor-presidente da CPRH, Hélio Gurgel, o procedimento vai atingir um público que hoje demanda a CPRH e corresponde a 60% das solicitações de licenças à agência. Para requerer o licenciamento ambiental pela Internet, o usuário deve exercer atividades de pequeno potencial poluidor, das tipologias comerciais, serviços, imobiliários e industriais, definida em Instrução Normativa da CPRH. O licenciamento ambiental das referidas atividades será realizada em uma única etapa, através da emissão da Licença Simplificada (LS). Ao entrar no site da CPRH, o interessado vai acessar o Licenciamento Ambiental Eletrônico a Distância, preenchendo um cadastro e fornecendo as informações solicitadas para o licenciamento. Depois, recebe o boleto de pagamento. A expectativa é que a licença seja disponibilizada online após a confirmação do pagamento. O novo procedimento, no entanto, só poderá ser utilizado caso o usuário, seja pessoa física ou jurídica, não tenha pendências na CPRH, a exemplo de licenças vencidas e não renovadas, além de não possuir autos de infração. O diretor-presidente da CPRH faz um alerta para a veracidade das informações que serão repassadas eletronicamente à CPRH, sob pena do empreendedor ser submetido a Lei Federal nº. 9605/98, que trata de crimes ambientais. "Serão feitas fiscalizações rigorosas dentro do novo sistema, e os que tentarem fraudar podem ser punidos com base na lei de crimes ambientais". O novo serviço também será disponibilizado no portal do Governo do Estado, o Expresso Cidadão Virtual, que também será lançado em janeiro. Fonte: Diário de Pernambuco

sábado, 24 de dezembro de 2011

PACU E TAMBAQUI

Dentre as espécies nativas adequadas à pesca esportiva, o Pacu e o Tambaqui são os que apresentam maior potencial para piscicultura - 23/08/2011 O Pacu e o Tambaqui possuem carne sólida e de agradável sabor A piscicultura no Brasil vem cada vez mais utilizando peixes nativos. No caso do Pacu e do Tambaqui existe a facilidade de comercialização, por se tratarem de peixes tradicionalmente consumidos pela população brasileira. Outra facilidade que o produtor encontrará ao criar essas espécies, é que eles já foram pesquisados em diversas situações de cultivo. Este fato permitirá ao produtor criar Pacus e Tambaquis tendo como base informações zootécnicas, realizando projetos e estimando o retorno do investimento. Assim, o produtor tem mais segurança ao fazer um investimento no cultivo dessas espécies. Além de possuírem características que vão desde excelente capacidade de adquirir peso, até rusticidade e qualidade de se adaptar, o Pacu e o Tambaqui possuem carne sólida e de agradável sabor, o que favorece muito a venda destes peixes. A comercialização deles é feita para restaurantes, feiras livres, supermercados, peixarias e pesque-pagues, que são negócios típicos da piscicultura. Na piscicultura, como em qualquer outra atividade zootécnica, para que seja possível realizar alta produção, é de extrema importância o papel das matrizes, e é essencial o uso de alimentos naturais. Para que os peixes possam se desenvolver é necessário um espaço adequado além de proteção contra venenos. No Curso Criação de Pacu e Tambaqui ministrado pelo Professor Dr. Manuel Vasquez V. Júnior, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, o produtor receberá informações que vão desde análise mercadológica e financeira, passando por construção dos tanques, manejo, até a comercialização. Neste sentido, Manuel Vasques afirma que a primeira premissa para o planejamento de qualquer empresa é estabelecer objetivos claros, e no caso da criação de peixes é essencial saber para quem se vai produzir. Ele ressalta ainda que “o consumidor é o principal dos três segmentos que compõem o chamado mercado”. Por: Beatriz Lázia

SUPERPEIXE

Embrapa busca "SUPERPEIXE" nacional com melhoramento genético - Tilápia Gift. GIULIANA MIRANDA Pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e de outras 17 instituições de pesquisa iniciaram um mutirão para baratear a produção e popularizar o consumo de peixe e camarão no Brasil. Mais ou menos como foi feito com o frango, há 20 anos. Batizado de Aquabrasil, o projeto está fazendo um amplo trabalho de melhoramento genético com as quatro espécies consideradas mais aptas e viáveis economicamente no país: tilápia, cachara, camarão-branco e tambaqui. Antes de começar o processo de reprodução, cada animal é analisado. Os cientistas removem um pequeno pedaço da barbatana, que passa por um exame de DNA para determinar a composição genética do pescado. Depois, os bichos com as características consideradas mais desejáveis são selecionados. Normalmente, há preferência por cruzamentos entre animais geneticamente mais distintos entre si. Isso contribui para que os filhotes e futuros descendentes sejam mais resistentes a algumas doenças. "Todas as culturas que têm grande aceitação no Brasil, como a soja, o milho e até o gado bovino, passaram por longos processos de melhoramento genético como esse", diz Emiko Resende, pesquisadora da Embrapa Pantanal que chefia o trabalho. Embora pareça fácil, encontrar exemplares distantes geneticamente pode ser bem trabalhoso. Sobretudo no caso da cachara (Pseudoplatystoma reticulatum), um peixe de couro (sem escamas), com baixo teor de gordura e sem espinhas intramusculares. "A cachara é como o salmão: tem identidade de origem. Toda a bacia hidrográfica do Pantanal tem a sua família. Por isso, é mais difícil e trabalhoso", disse Resende. GORDINHOS Em dois anos de existência, o projeto já conseguiu um resultado expressivo: diminuiu em até três meses o tempo necessário para que as tilápias cheguem ao peso ideal de abate. A linhagem de tilápia (Oreochromis niloticus) usada no Aquabrasil é oriunda da Malásia. Ela é conhecida como Gift (sigla em inglês para tilápia geneticamente melhorada para a criação) e já se adaptou bem ao país. Antes, dependendo das condições climáticas e dos recursos de criação, a espécie demorava até seis meses para o ganho completo de peso. "Quando conseguimos melhorar a espécie, as outras coisas caminham juntas. Se nós diminuímos o tempo de criação, o que se gasta com ração e outros cuidados também é reduzido. E isso é fundamental para baratear a produção", disse Resende. E os produtores não precisam esperar muito. Após uma etapa de melhoramento ser concluída com sucesso, seus exemplares já são disponibilizados para criadores. RAÇÃO VIP Os cientistas trabalham para potencializar o ganho de peso. O objetivo é que cada geração melhorada de Gift seja 15% mais pesada. O projeto também está trabalhando no melhoramento das rações. Além de influírem diretamente no processo de engorda, se usadas incorretamente, elas também podem dar um gosto ruim à carne. "Aquele gosto de barro que muitos peixes de criação têm é provocado principalmente pela ração que não foi totalmente absorvida e acabou sobrando na água", afirmou Resende. Como um dos objetivos do projeto também é criar uma cadeia sustentável de produção, os pesquisadores estão investindo no aproveitamento total dos animais. Depois de retirado o filé, são usadas máquinas especiais que conseguem separar o que sobra de carne das espinhas. Esse material é usado para fazer produtos com valor agregado, como kibes e hambúrgueres de peixe. As vísceras podem virar ingredientes para ração ou material usado em adubo. "Estamos trabalhando para levar essas técnicas ao produtor. Queremos que sejam aproveitadas tanto pelos grandes quanto pelos pequenos criadores", completa Emiko Resende.

SISTEMA DE CRIAÇÃO EM TANQUES-REDE

: Tilápias são as Espécies mais Cultivadas Luiz Marques da Silva Ayroza - Zootecnista, Pesquisador Científico da Apta do Médio Paranapanema, Assis/SP, Apta/SAA ayroza@apta.sp.gov.br Fabiana Garcia - Zootecnista, Pesquisadora Científica da Apta Noroeste Paulista, Votuporanga/SP, Apta/SAA fgarcia@apta.sp.gov.br Existem diversos sistemas de criação de organismos aquáticos e, na escolha do sistema de produção a ser adotado, deve-se levar em conta alguns fatores que garantam sucesso ao empreendimento. Atualmente, os cultivos em viveiros escavados e de barragens são mais comuns, mas os tanques-rede vêm sendo cada vez mais utilizados. Trata-se de um sistema intensivo, que apresenta produtividade maior que o sistema semi-intensivo e utiliza tecnologia mais sofisticada e gestão da produção. O sistema em tanques-rede é, normalmente, instalado em enseadas, baías ou outros locais abrigados em águas continentais e no mar. As vantagens oferecidas por esse sistema são baixo custo, rapidez de implantação, rápido retorno do investimento, produtividade elevada, otimização da utilização da ração, controle eficiente da população e da sanidade e facilidade de manejo e despesca. Para a instalação da piscicultura em tanques-rede é necessário que se faça um estudo de viabilidade econômica do empreendimento para garantir sua sustentabilidade, juntamente com um estudo de mercado, para saber onde e como vender o peixe. Outro fator importante é verificar a infraestrutura disponível e elaborar um bom projeto técnico com informações sobre a localização, a escolha da espécie, o sistema de produção, as densidades adequadas, o manejo alimentar, para se ter uma ideia do planejamento e dimensionamento da piscicultura. Por último, o empreendimento deve ser regularizado junto aos órgãos competentes. O papel fundamental dos tanques-rede é confinar os peixes, permitindo a maior troca de água possível com o ambiente à sua volta, função que é influenciada pelo volume do tanque, formato e o material de sua construção, que deve ser resistente à corrosão e vazado, garantindo tanto a troca de água como a remoção dos dejetos produzidos pelos peixes. Além dessas características, deve possibilitar a retenção do alimento em seu interior até ser consumido e não causar lesões nos peixes. Essas características consideram tanto o manejo adequado dos peixes, quanto à manutenção da qualidade da água do recurso hídrico. Tamanho, formato e material dos tanques-rede influenciam no seu potencial Os tanques-rede, tradicionalmente, apresentam volume de 1 m³ a 1.000 m³. Entretanto, os de menor volume (de 1 m³ a 20 m³) apresentam maior produtividade por volume de tanque-rede pela maior facilidade de renovação de água. Os formatos também influenciam no potencial de renovação de água e, em geral, são retangulares, cúbicos ou cilíndricos. As formas retangulares beneficiam a passagem da corrente d’água homogeneamente por sua superfície lateral, enquanto que nas formas cilíndricas a corrente tende a circundar a lateral do tanque em vez de atravessá-la. Outro aspecto importante é a orientação do tanque em relação à direção da correnteza. Deve ser posicionado com a lateral de maior dimensão na direção da correnteza predominante e a profundidade mínima deve ser de 1 metro + a altura do tanque-rede, para que a água flua livremente abaixo do mesmo. Os materiais podem ser dos mais variados tipos: flexíveis (redes de náilon, no caso de tanques-rede) ou rígidos (plásticos perfurados, aramados de metal, telas rígidas, no caso de gaiolas). O ideal é que sejam resistentes à corrosão, duráveis, leves, de baixo custo e não provoquem lesões nos peixes. Devem facilitar a renovação de água e oferecer resistência à colonização por microorganismos. Além das boas características do tanque-rede, os comedouros são equipamentos muito importantes para esse sistema de piscicultura, pois têm a função de garantir que o alimento permaneça dentro do tanque até ser totalmente consumido. Para aumentar sua eficácia e não obstruir a passagem de água, os comedouros devem estar localizados no centro dos tanques. Soma-se a esses fatores, a necessidade de uma cobertura para os tanques para prevenir a ação de predadores e os furtos. Se for opaca, oferecerá sombreamento, impedindo a incidência de raios ultravioleta e diminuindo a visão dos peixes (para objetos e/ou movimentação sobre o tanque). A importância da renovação da água no sistema de tanques-rede Estudos demonstram que a renovação ideal da água no tanque-rede é em torno de cinco vezes/minuto, ou uma velocidade de fluxo de água de 1m/s no interior do tanque. Maiores taxas de renovação somente são necessárias em condições onde o tanque atingiu sua capacidade de suporte, com temperaturas da água em torno de 30ºC ou com saturação de oxigênio dissolvido abaixo de 50%. Os peixes cultivados em tanques-rede não devem ser expostos a correntezas acima de 10 metros/s. Os locais para o cultivo de peixes em tanques-rede devem: apresentar facilidade de acesso para o manejo; ser protegidos de ventos fortes; ter profundidade acima de 3m, boa qualidade e renovação da água; e apresentar transparência da água acima de 1 metro. Os tanques devem ser posicionados em sequência, de maneira que a água de qualidade inferior, proveniente de um tanque, não seja direcionada para outro, e de modo que um tanque não interfira na renovação de água do adjacente. É recomendado que os tanques sejam posicionados de maneira linear e não em disposição semelhante a um tabuleiro de xadrez. O manejo criatório de peixes, tanto em tanques-rede como em viveiros, é dividido em fases. O número de fases varia de acordo com o objetivo da criação, a espécie criada, as condições climáticas etc., mas, normalmente, se divide em alevinagem, pré-terminação e terminação. Tilápias em tanque-rede As tilápias são espécies que aceitam uma grande variedade de alimentos; respondem com a mesma eficiência à ingestão de proteínas de origem vegetal e animal; apresentam boa resistência às doenças, aos superpovoamentos e a baixos teores de oxigênio dissolvido na água. Além disso, possuem boas características organolépticas e nutricionais, o que as potencializa como peixes para industrialização. Doenças são limitantes à produção As doenças que acometem os peixes são causadas por microorganismos oportunistas, os quais estão presentes na água e convivem em equilíbrio com os peixes. Esse equilíbrio só é quebrado por dois motivos: quando a qualidade da água favorece a multiplicação dos microorganismos (sobra de ração, baixa renovação de água, elevada ou reduzida temperatura da água etc.); ou quando o peixe passa por situações que fazem com que seus mecanismos de defesa às doenças sejam prejudicados causando estresse: (manejos de rotina, transporte e classificação, densidade de estocagem inadequada, ração que não atende às exigências da espécie, reduzida oxigenação da água etc.). A adoção de boas práticas de manejo, as quais mantenham a boa qualidade da água e preservem o funcionamento dos mecanismos de defesa dos peixes, pode prevenir as enfermidades e, consequentemente, reduzir as elevadas taxas de mortalidade. Em estudos da ocorrência de parasitos e bactérias em tilápias do Nilo, criadas em tanques-rede, verifica-se que, embora muitos piscicultores estejam utilizando antibióticos para tentar controlar as enfermidades nas pisciculturas, a causa primária da mortalidade está relacionada ao parasito denominado Trichodina. Trata se de um protozoário que é encontrado na pele e nas brânquias dos peixes e que só conseguimos observar sob microscópio. Essa informação é importante, pois esse parasito é facilmente controlado com banhos de cloreto de sódio (sal). Em alguns casos, quando o piscicultor utiliza o antibiótico, observa-se redução da mortalidade porque, após a infestação pelo Trichodina, as bactérias vêm como patógeno secundário. Assim, o antibiótico trata a infecção secundária, porém não tem efeito sobre a causa primária (Trichodina).
Em tanques-rede, piscicultores têm utilizado “trouxas” de sal de aproximadamente 2kg, confeccionadas com saco de ração e amarradas no centro dos tanques, de modo que levem dois dias, aproximadamente, para dissolver o sal. Apesar de esse método não ter sido testado cientificamente, os estudos demonstram que as pisciculturas que adotam esse manejo apresentam menor ocorrência de doenças e menores taxas de mortalidade.
O Custo Operacional levou em conta o desembolso (insumos, mão de obra e outros) e mais a depreciação dos bens duráveis. O ciclo de produção médio do estado é de 1,7/ano. O valor do investimento considerado é do tanque-rede instalado.

PRINCIPAIS PROBLEMAS EM PISCICULTURA EM TANQUES-REDE

Alguns problemas são rotineiros na produção de peixes em tanques-rede, conforme descrevemos a seguir: Deslocamento de plantas aquáticas (baceiros e camalotes) Com as alterações do nível da água e/ou a ocorrência de ventos, ocorre o desprendimento de plantas aquáticas das margens, que são carreadas rio abaixo e podem se prender “nas amarrações” dos tanques-rede, deslocando a estrutura do cerco de segurança e dos próprios tanques. Colmatação Naturalmente ocorre a fixação de algas nas telas do tanque, que tem que ser removidas constantemente, para não comprometer a renovação da água dos tanques. Peixes invasores A observação diária deve levar em conta a presença de peixes estranhos nos tanques, os quais devem ser retirados. Predadores Na fase inicial do cultivo algumas partes do corpo dos peixes podem transpassar a malha no fundo do tanque, atraindo piranhas. Isso pode ser evitado adaptando-se um fundo falso, até que atinjam um tamanho maior. Roubo A vigilância deve ser constante. Principais agentes patógenos (parasitas e doenças) Ictiopitiríase Esta doença ocorre em função da baixa temperatura da água. É facilmente diagnosticada, pois o corpo do peixe apresenta-se coberto de pequenos pontos brancos, principalmente o opérculo e as nadadeiras. Os animais ficam inquietos, raspando o corpo nas paredes do viveiro para retirar os parasitas. Saprolegniose Esta doença parasitária é causada pelo fungo Saprolegnia achyla. Os peixes ficam com manchas brancas ou tufos semelhantes a algodão por todo o corpo. Este fungo normalmente ataca os animais feridos ou debilitados e propaga-se rapidamente quando a temperatura da água fica abaixo de 23º C e existem sobras de alimentos no fundo dos viveiros. Apodrecimento das nadadeiras As causas para esta doença podem ser muitas, mas geralmente ocorre por ação de bactérias. As nadadeiras ficam esbranquiçadas e logo começam a se desfazer. A temperatura baixa e o pH ácido também contribuem para o seu aparecimento. Hidropisia infecciosa O causador desta doença ainda não foi determinado, mas já se conhecem dois tipos de hidropisia com manifestações externas: a intestinal e a ulcerosa. A primeira é caracterizada pôr um acúmulo de líquido na cavidade abdominal (ascite), quando o ventre do peixe fica abaulado e flácido. A segunda é caracterizada por formações de manchas sanguinolentas sobre o corpo do peixe e as nadadeiras atacadas pela doença ficam parcialmente destruídas. Argulose Provocada pelo crustáceo artrópode Argulius folhaceus esta doença também é conhecida como piolho das carpas. O peixe apresenta movimentos nervosos nas nadadeiras e pontos avermelhados na pele. Intoxicação alimentar É causada pelo excesso de comida ou por alimentos deteriorados. O peixe fica próximo à superfície do viveiro, com o ventre estufado e as escamas geralmente eriçadas.

PISCICULTURA PODE GANHAR LEI

Considerado um dos setores estratégicos no Estado, a piscicultura pode ganhar uma legislação específica no Amazonas. Um projeto de lei, que disciplina a atividade no Estado, de autoria do deputado estadual Chico Preto (PP), será avaliado pelas comissões técnicas da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). A partir da lei, os piscicultores serão classificados, de acordo com a sua atividade, assim como os negócios do segmento, conforme a lâmina d'água acumulada. Serão considerados entre os produtos da piscicultura alevinos para uso próprio ou comercialização, reprodutores e matrizes, peixes vivos e abatidos. A legislação aborda diversas dinâmicas do segmento amazonense, entre a relação 'piscicultura X meio ambiente'. O PL, proposto pelo parlamentar amazonense também, aborda questões relacionadas às licenças, cadastros e autorizações necessárias aos piscicultores. O licenciamento ambiental de atividade, por exemplo, será processado junto à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – SDS/ Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas – IPAAM, nas modalidades Licença Prévia, Licença de Instalação e Licença de Operação, devendo o interessado indicar as classificações de sua atividade.

Piscicultura gera renda para 4 mil pessoas

Piscicultura gera renda para 4 mil pessoas em Mato Grosso Páscoa é considerada o melhor período do ano para vender pescado cultivado em viveiros da região, segundo associação dos aquicultores Vanessa Brito Pescado na culinária cuiabana Brasília - O pescado de água doce é a base da famosa culinária cuiabana. Em tempos de quaresma e Páscoa, a demanda do produto aumenta e movimenta ainda mais a economia local e regional. Em Mato Grosso, existem cerca de 950 piscicultores, e 4 mil pessoas dependem da produção para sobreviver. Na Páscoa deste ano, a média de expectativa é de que as vendas serão superiores em 50% ao ano passado. “A Páscoa é a nossa safra, quando fazemos o pé de meia para o resto do ano”, ressalta Maria da Glória Bezerra Chaves, presidente da Associação dos Aquicultores do Estado de Mato grosso (Aquamat). Ela é piscicultora no Vale do Rio Cuiabá desde 1998 e se tornou uma liderança do segmento no estado. Atualmente a Aquamat é integrada por 96 associados da baixada cuiabana. Os peixes pintado, tambacu, pacu e piauvuçu são as espécies mais produzidas nos viveiros de Mato Grosso. Os clientes dos associados da Aquamat são atacadistas e donos de restaurantes no estado e em Tocantins. Maria da Glória destaca o tambacu, que chega ao consumidor final por R$ 8/kg, como o que mais aprecia. “Ele é muito gostoso, pois se alimenta de frutas e não tem espinhas”, informa. A Feira Peixe Santo é um dos principais canais de comercialização de pescado na Semana Santa em Cuiabá. Ela é promovida pela prefeitura municipal há 20 anos. Este será o 3º ano em que os piscicultores da Aquamat vão participar da feira, apoiados pelo Sebrae no Mato Grosso. “Antes, o peixe vendido nesse evento era só de rio. Piscicultores não participavam”, conta Maria da Glória. Melhorias O Sebrae desenvolve projeto voltado à piscicultura em parceria com o governo estadual e a Aquamat. “Estávamos parados, notificados pela inspeção ambiental. Criamos a associação e fomos lutar. O Sebrae nos ajudou muito. Em 2005, minha produção aumentou em 100%”, conta a presidente da entidade. No momento, a Aquamat está se dedicando ao desenvolvimento de propostas de melhorias para a lei estadual ambiental. Uma das ideias é propor a concessão de bolsa-família e acesso a financiamentos para piscicultores com propriedades até cinco hectares. A isenção de impostos atual atinge produtores de pescado com até um hectare. A Aquamat propõe ampliar a isenção para piscicultores com até 5 hectares de terra. Um selo de qualidade para os produtos da piscicultura também está entre as propostas da Aquamat. Ainda há viveiros operando na clandestinidade e gerando impacto ambiental. “O objetivo é diferenciar quem respeita a legislação ambiental de quem não o faz”, acrescenta Maria da Glória. Serviço Agência Sebrae de Notícias: (61) 3243.7852 / 7851 / 8118.9821 / 9977.9529 Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800 www.agenciasebrae.com.br Twitter.com/sebrae Facebook.com/sebrae Aquamat: (65) 3027-4450

Piscicultura alavanca renda de pequenos produtores baianos

publicada em 08/07/2011 A criação de peixes em cativeiro tem se tornado uma alternativa sustentável para alavancar a rentabilidade dos pequenos produtores baianos. Foi valorizando este aspecto, que a Secretaria Estadual de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária - SEAGRI trouxe para 29ª EXPOBARREIRAS dois cursos: Introdução à Piscicultura, ministrado pelo zootecnista Hegel Mascarenhas, e Processamento de Pescado, com o técnico agrícola José Prazeres. O curso de introdução à piscicultura foi realizado ontem (quinta-feira), e abordou questões sobre o uso responsável da água, manejo e marketing de vendas. “A criação de peixes é uma atividade muito rentável, se comparada à criação de gado, principalmente em termos de área. Enquanto a criação bovina produz 500 kg de carne por hectare, a piscicultura produz uma tonelada. Com a técnica adequada, esta produtividade pode chegar a 30 toneladas”, esclareceu o zootecnista Hegel Mascarenhas. Para cada temática foram abertas 45 vagas. O curso de processamento de pescado acontece hoje e amanhã. O estudante Daniel da Silva garantiu sua vaga para saber mais sobre piscicultura. “Eu moro no município de Angical, e decidi participar do curso para que, futuramente, possa investir na minha comunidade, que fica próxima ao Rio de Ondas”, explicou ele. Fonte e fotos: Dircom Barreiras

HORA DA PISCICULTURA

Piscicultura é alternativa inteligente e economicamente viável para a produção de carne em escala com redução de impactos ambientais. Esse casamento mais que perfeito foi tema de uma reunião ontem, do governador Silval Barbosa com a ministra da Pesca e Aquicultura, Ideli Salvati, no Palácio Paiaguás. Até então, Mato Grosso não tem política para a piscicultura. Ainda assim, é o oitavo Estado no ranking da produção de peixes com despesca anual acumulada de 35 mil toneladas. O volume nacional/ano é de um milhão e duzentas mil toneladas. A quantidade de peixe criados pelos 1.500 piscicultores mato-grossenses poderia ser bem maior se todos tivessem acesso à linha de crédito do Pronaf Peixe. No entanto, por falta de licenciamento ambiental 1.200 donos de piscicultura são excluídos dos financiamento. Esse cenário e a necessidade de expansão da atividade trouxeram a ministra a Mato Grosso em busca de solução junto ao governador. A base da piscicultura são os pequenos piscicultores que desenvolvem a atividade em tanques com até 5 hectares (ha). Sabedora dessa realidade a ministra propôs parceria com Mato Grosso para que o governo estadual passe a outorgar licenciamento ambiental de até 5 ha por CPF ou CNPJ nos moldes do que é feito com sucesso no Acre. Cristalizada a parceria do Estado com o Ministério da Pesca e a anuência do Ministério de Meio Ambiente por meio do IBAMA, Mato Grosso entraria em nova fase da piscicultura, com os piscicultores sendo contemplados com o Pronaf Peixe, que no exercício em curso tem R$ 14 bilhões para financiar a atividade. Ideli e Silval estão afinados quanto ao projeto de fortalecimento da piscicultura. Após se reunir com a ministra o governador disse aos jornalistas que o peixe de tanque pode se tornar alternativa alimentar e chegar à mesa do consumidor a preço mais barato que a carne bovina, suína ou de aves. Para a agricultura familiar a piscicultura é importante atividade; além de assegurar renda, a criação de peixes em tanques contribui para que a família continue morando na zona rural, por exigir dedicação permanente. Explorada por associativismo ou cooperativismo permite a verticalização de sua produção com aproveitamento do couro para fabricação de cintos, bolsas e sapatos e para exportação. A piscicultura tem um promissor futuro em Mato Grosso e ocupará importante espaço na economia e no equilíbrio social junto a parceleiros da reforma agrária, sitiantes, chacareiros e até mesmo na atividade em escala. Por mais que cresça a piscicultura não prejudicará os segmentos pecuários da bovinocultura, suinocultura e avicultura, que tem mercados internacionais garantidos e contribuem decisivamente para o desenvolvimento. Seu incremento é importante porque contribui para a abertura de mercado a um segmento da população ainda parcialmente excluída do mercado produtivo.

Grupo de produtores se reúne e faz condomínio de criadores de tilápia

23/10/2011 09h00 - Atualizado em 23/10/2011 09h00 Eles usam o lago formado por uma usina hidrelétrica para criar os peixes. No lugar são produzidas 350 toneladas de tilápia por ano. Um grupo de agricultores do Paraná decidiu juntar esforços e dinheiro para montar uma grande criação de peixe. Eles aproveitam o lago formado por uma usina hidrelétrica para criar tilápias em tanques-rede. A tilápia é um peixe nativo da África e da Ásia que chegou ao Brasil na década de 70. O animal tem crescimento rápido e se adapta bem ao cativeiro, mas não gosta muito de frio. Em temperaturas inferiores a 22º ou 23º ele não morre, mas para de crescer. A carne da tilápia, que é branca e firme, fica boa assada, cozida, frita e defumada. Com tanta versatilidade, a tilápia caiu no gosto do brasileiro, o que fez o negócio com a criação do peixe registrar crescimento de 20% ao ano nos últimos cinco anos. Agricultores de Itambaracá, no norte do Paraná, tiveram a ideia de juntar recursos para montar uma grande criação em tanque-rede, que foi apelidado de condomínio. O condomínio, fundado em 2007 e que pertence a 12 sócios, trabalha com 360 tanques que produz 350 toneladas de tilápia por ano. Cada sócio investiu R$ 60 mil para a compra e instalação dos tanques e de toda a estrutura necessária para tocar a criação. “Estrategicamente, convidamos para participar do grupo um comprador, um produtor, um técnico especialista no negócio, um criador e investidores para tornar o negócio grande e, com isso, ganharmos em escala”, explica o agrônomo Vauler Furtado, presidente do condomínio. O condomínio foi instalado dentro do lago de uma usina hidrelétrica, construída no leito do rio Paranapanema, que divide os estados do Paraná e de São Paulo. A área, que reúne as condições ideais para a instalação de tanques-rede, fica em um canto próximo à margem que está protegido de ventos fortes. A água é limpa e calma, com profundidade média em torno dos oito metros. O tanque-rede é uma gaiola feita de tela e sustentada por flutuadores que, dispostos em linha, são unidos por cordas. Os tanques têm seis metros cúbicos e a quantidade de peixe de cada um varia de acordo com o tamanho e a idade do animal. O condomínio, que só faz a engorda da tilápia, compra peixes na fase juvenil, pesando entre 30 e 40 gramas. “Quando chega o juvenil a gente coloca três mil peixes em cada tanque, que vão crescer de cem a 150 gramas. Depois, eles são divididos em dois tanques com 1,5 mil peixes cada”, esclarece Carlos Scaramal, sócio e gerente da criação. Quando chegam a 200 ou 300 gramas os peixes passam por uma nova classificação e vão para outro tanque, em lotes com 850 tilápias, onde permanecem até a despesca. A tilápia leva uma média de quatro a cinco meses para atingir o peso de venda, que gira em torno de 700 gramas. Mas para isso precisa comer bem. A ração oferecida aos peixes varia de acordo com a idade e o tamanho do animal. Prendedores coloridos identificam o tipo de peixe que vive em cada tanque. Os tratadores sabem quanto e qual ração fornecer aos animais. Para acompanhar o crescimento das tilápias, todo mês parte do plantel passa pela chamada biometria, momento em que os animais são medidas e pesadas. A biometria também serve para avisar o piscicultor quando alguma doença entra na criação. O agrônomo da Emater Miguel Antonucci dá assistência técnica ao condomínio. “Devido ao manejo e ao estresse provocados pelo confinamento, é comum aparecerem doenças. O mais comum é o surgimento de bactérias”, diz. O tratamento das doenças bacterianas é feito com antibióticos fornecidos junto com a ração. “Quando começam a aparecer os sintomas, o ideal é coletar amostras e encaminhá-las ao laboratório para que sejam feitas análises. Na análise será identificado o tipo de bactéria e o melhor antibiótico”, orienta o agrônomo. Outro problema importante são os predadores, que estão por toda parte. Os tanques são equipados com tampas para impedir que pássaros e animais aquáticos roubem peixes da criação. O condomínio também tem que cuidar da qualidade da água, o que ajuda a garantir a saúde dos peixes e a evitar a poluição do o lago. O monitoramente é constante. O disco de secchi é usado para medir a transparência da água, um indicativo do nível de oxigênio. De tempos em tempos, o pessoal também coleta amostras de água e envia para um laboratório, que analisa os índices de nutrientes e de possíveis poluentes. “Produzir um quilo de tilápia custa em torno de R$ 2,80 a R$ 3, contando a mão de obra, o juvenil e a ração. Estamos vendendo por cerca de R$ 3,30 a R$ 3,50”, calcula Scaramal. Boa parte da produção é vendida para pesqueiros, outro negócio que anda em expansão no Brasil. Um dos compradores do condomínio é Jorge Takenaka, dono do pesqueiro em Santa Isabel, São Paulo. “Eu compro em torno de três a quatro mil quilos, dependendo da época”, diz. No pesqueiro sempre tem gente em busca de diversão. São pescadores, como Inácio Moreno, que garantem boas vendas para o condomínio. Mas o condomínio também proporcionou oportunidades de negócio a outras propriedades da região. Uma das fazendas está se especializando na criação de juvenis, o segundo estágio dentro da cadeia produtiva de tilápia. O viveiro de juvenis ocupa cinco mil metros quadrados da fazenda de Miguel Romero, que tem a maior parte da propriedade de 50 hectares arrendada para a produção de cana-de-açúcar. A fazenda de Miguel Romero produz 360 mil juvenis por ano em quatro tanques escavados. Aproveitando a estrutura que já tinha, o produtor teve que investir apenas na cobertura de tela que impede o ataque de predadores. Os alevinos ou filhotinhos de tilápia, todos machos, são comprados de um laboratório da região. O produtor paga R$ 80 por cada lote de mil alevinos. Depois, vende os juvenis na faixa de R$ 250 o milheiro. Para instalar uma criação dentro de rios ou lagos públicos é preciso fazer um projeto técnico e conseguir licença de órgãos como Ministério da Pesca e Ibama. A carne de tilápia é usada no preparo de diversas receitas. A dica, que vem de Londrina, no Paraná, traz o peixe saboreado cru ou assado. Filé de tilápia recheado com legumes 1) Ingredientes ½ quilo de filé de tilápia 2) 2 cenouras cortadas em tirinhas 3) 1 abobrinha pequena cortada em tirinhas 4) 1 cebola roxa cortada em tirinhas 5) ½ cebola branca picada 6) 1 pedaço de gengibre ralado 7) 2 caixas de creme de leite 8) 200 gramas de nozes 9) suco de limão 10) sal azeite Modo de fazer Divida o filé em dois e depois corte cada pedaço ao meio para afinar. Tempere com sal e cubra com nozes e punhados de cenoura, abobrinha e cebola roxa. Enrole como um rocambole e arrume em uma travessa. Banhe os rolinhos com suco de limão, salpique com o gengibre ralado e regue com azeite. Leve a geladeira por duas horas, virando os rolinhos duas ou três vezes e está pronto. Caso não goste de peixe cru, faça os rolinhos da mesma maneira e regue apenas com azeite (sem o suco de limão e o gengibre) e leve ao forno por 20 minutos. Molho branco acompanha o peixe assado. Refogue a cebola branca no azeite, acrescente um punhado de nozes e o creme de leite. Tempere com um pouquinho de suco de limão e uma boa pitada de sal. Cozinhe por 2 ou 3 minutos e despeje sobre o peixe assado.

GOVERNO PRETENDE CONCEDER BENEFÍCIO FISCAL PARA PISCICULTURA O GIRASSOL

Os piscicultores do Estado podem ganhar um novo estímulo. Isso porque foi encaminhado para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), na manhã desta terça-feira, dia 16, uma proposta do Executivo que concede isenção de 10% no valor das operações de saídas interestaduais de pescado. Também foram enviadas para a comissão matérias sobre o Plano Estadual de Cultura, a Fundação de Amparo à Pesquisa, Fundo de Gestão de Recursos Humanos e Patrimônio e que denominam algumas corredeiras do Rio Tocantins. Ao contrário de outras isenções, o estímulo concedido pelo governo aos piscicultores não tem um prazo de validade estipulado na proposta. O governo ressalta ainda que a medida vá contemplar apenas os produtores cadastrados e estabelecidos no Tocantins. Plano de cultura Em um Projeto de Emenda Constitucional (PEC), é estipulado que o Executivo crie o Plano Estadual de Cultura, “de duração plurianual”. O projeto determina que o plano contemple a valorização do patrimônio cultural do Estado e de sua diversidade, produção e difusão dos bens culturais, formação de pessoal para a gestão da área e democratização do acesso aos bens culturais. Outra matéria enviada para a comissão altera a lei que institui a Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (FAPT). Segundo o governo, a reforma é necessária porque, ao contrário do que está na lei em vigor, o entendimento da Justiça quanto ao momento da obtenção da personalidade jurídica da fundação é o da publicação da lei no Diário Oficial do Estado, e não o da inscrição da lei e do seu estatuto no registro civil de pessoas jurídicas. O Fundo de Modernização da Gestão Pública (Fungesp) também será reformado. Além de dar nova nomenclatura para Fundo de Gestão de Recursos Humanos e Patrimônio (Fungerp), o governo propõe a criação do Conselho Diretor do órgão para estabelecer os critérios para aplicação e fiscalização dos recursos. Por fim, as corredeiras entre os municípios de Ipueiras e Brejinho de Nazaré serão denominadas de “Corredeiras de São Vicente”. A medida homenageia tanto o sacerdote católico São Vicente de Paulo quanto os pioneiros da aviação no antigo norte goiano, comandante Vicente de Paula Oliveira, e seu filho, que seguiu a mesma carreira. (Informações Assessoria Comunicação Assembléia Legislativa)

Fundação Banco do Brasil vai financiar projetos na área de beneficiamento de pescado e artesanato

Terezinha Moreira (Assessoria Seaprof) 2011 Carne de peixe triturado, o conhecido picadinho de peixe, será destinada à merenda escolar A carteira de Desenvolvimento Regional Sustentável e a Fundação Banco do Brasil serão parceiros na implantação de uma indústria artesanal de processamento de pescado (Foto: Assessoria Seaprof) A carteira de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS) e a Fundação Banco do Brasil serão parceiros na implantação de uma indústria artesanal de processamento de pescado com capacidade de processar 300 quilos ao dia. Também serão parceiros no projeto de Fortalecimento do Artesanato. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 27, durante reunião com o secretário de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), Lourival Marques, secretário de Pequenos Negócios, José Carlos dos Reis, com o superintendente da instituição financeira, José Ricardo Salerno, e o analista, Geraldo Gonçalves. Os recursos para implantação da indústria artesanal de processamento de pescado no valor de R$ 100 mil que será desenvolvimento pela Seaprof foram garantidos por Salerno. A indústria processará o peixe, produzindo o picadinho de peixe. O produto será todo destinado à merenda escolar. José Carlos dos Reis explica que serão investidos R$ 100 mil para implantação do projeto de fortalecimento do artesanato, que será desenvolvido no conjunto Tucumã, em Rio Branco. Serão beneficiados 300 piscicultores familiares e pescadores artesanais. “A Fundação Banco do Brasil financia projetos que gerassem soluções para problemas sociais, buscando transformações nas comunidades”, disse Salerno. A carteira de Desenvolvimento Regional Sustentável do Banco do Brasil financia em todo o país ações capazes de gerar emprego e renda através de projetos ambientalmente sustentáveis. Lourival Marques agradeceu a direção do Banco do Brasil, que anunciou que o crédito através do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) será potencializado, e já está prevista a análise de crédito para mil operações do Pronaf B para produtores familiares de Feijó, Manuel Urbano e outros municípios mais isolados destinada à criação de pequenos animais. Alimentação escolar mais saudável A produção da agricultura familiar no Acre está qualificando o cardápio das mais de 200 mil refeições servidas diariamente aos alunos das escolas da rede pública de ensino. A partir deste ano serão inseridos 32 novos produtos da agricultura familiar adquiridos com recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). E com a instalação da indústria artesanal de processamento de pescado, essa alimentação ganha ainda mais qualidade. Segundo o coordenador do Programa de Desenvolvimento da Piscicultura, o engenheiro de pesca Wallace Santos Batista, o peixe é um produto de alta qualidade, que tem as melhores proteínas animais, fonte de minerais e vitaminas e é rico em acido graxo, como o êmega 3 e ômega 6. A Lei da Alimentação Escolar nº 11.947/2009 determina que no mínimo 30% do recurso do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) seja investido na compra de produtos da agricultura familiar. Cada agricultor pode vender para o PNAE até R$ 9 mil por ano. “Com isso, os agricultores contam com alternativa de renda, além da expectativa de aumentar as vendas”, disse Lourival Marques.

FINANCIAMENTOS PARA A PISCICULTURA

FINANCIAMENTOS PARA A PISCICULTURA Atualmente existe tecnologia suficiente para que os produtores consigam tornar a atividade da piscicultura o mais rentável possível. Logo, eles precisam adequar seus empreendimentos para as novas técnicas de manejo e melhorar a produtividade, modernizar a infraestrutura de produção e viabilizar a aquisição de equipamentos. Assim, existem algumas linhas de financiamento disponibilizadas pelo governo que podem ajudá-los nesse sentido. Feap A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), oferece aos piscicultores duas linhas de crédito com juros atrativos (3% ao ano), que contemplam itens de investimento e de custeio da atividade. Piscicultura em tanques-rede: Os beneficiários do Feap que desejarem acessar esta linha devem ter o perfil de produtores rurais que, no caso de utilização de águas públicas, tenham as autorizações previstas conforme a legislação vigente, ou, quando em propriedades rurais, apresentem o registro de aquicultor e a outorga de utilização da água emitida pelos órgãos oficiais. A linha de crédito financia recursos para a aquisição de tanques-rede e respectivos materiais de fixação, barco e acessórios, aeradores, alevinos e ração. O produtor pode financiar até R$ 40.400,00, sendo esse valor subdividido conforme as regras da linha de crédito para os itens a serem financiados. O prazo para pagamento da dívida é de até 5 anos, inclusa a carência de 18 meses. Piscicultura convencional em viveiros e barragens: O financiamento destina-se aos produtores beneficiários do Feap que já disponham de infraestrutura para a prática de piscicultura (viveiros ou barragens), com a devida documentação emitida pelos órgãos licenciadores ambientais. Contempla a reforma, adequação ou ampliação de viveiros. Também pode ser financiada a aquisição de aeradores, comedores automáticos, aparelhos para medição de parâmetros limnológicos, redes e tralhas de pesca, bem como alevinos e ração. Podem ser financiados até R$ 61.200,00, sendo esse valor subdividido conforme as regras da linha de crédito para os itens financiáveis. O prazo para pagamento é de até 5 anos, inclusa a carência de 18 meses. Pronaf O piscicultor que se enquadrar como beneficiário do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) tem à sua disposição algumas linhas de financiamento bastante atrativas. • Pronaf Custeio: Destinada ao financiamento das despesas de cada safra ou ciclo de produção, beneficiamento e industrialização da produção; por meio dessa linha, o produtor pode financiar até R$ 50 mil com juros de 1,5% a 4,5% ao ano, e prazo para pagamento da dívida de até um ano. • Pronaf Mais Alimentos (investimento): Por intermédio dessa linha, pode-se financiar a aquisição de redes, tanques-rede e estruturas de fixação; infraestrutura de armazenagem de ração e guarda de equipamentos, redes, tarrafas, puçás, kits de análise de água; tubulação, materiais para estruturas de abastecimento e drenagem de viveiros; aluguel de máquinas para construção de viveiros e mão de obra; aquisição de matrizes para o primeiro ciclo de produção. O valor financiável é de até R$ 130 mil, a juros de 1 a 2% ao ano, tendo até 10 anos para quitar a dívida. • Microcrédito Produtivo Rural (Pronaf-Grupo B): Implantação, ampliação ou modernização da infraestrutura de produção e prestação de serviços no estabelecimento rural; podem ser financiados até R$ 2.500,00, com juros de 0,5% ao ano, e prazo de reembolso de até 2 anos para pagamento da dívida. • Investimento para agregação de renda à atividade rural (Pronaf Agroindústria): Linha destinada a investimentos, inclusive em infraestrutura, que visem ao beneficiamento, ao processamento e à comercialização da produção ou de produtos artesanais e à exploração de turismo rural. O produtor tem até 10 anos para quitar o empréstimo, cujo valor é de até R$ 50 mil com juros de 1 a 2% ao ano. Moderagro O Programa de Modernização da Agricultura e Conservação dos Recursos Naturais (Moderagro) é uma linha de crédito com recursos do BNDES que financia o desenvolvimento e a modernização da atividade —construção, instalação e modernização de benfeitorias, aquisição de equipamentos, industrialização de produtos da piscicultura, armazenagem, obras para adequação sanitária ou ambiental, entre outros itens. Os produtores rurais que pretendem acessar essa linha (pessoas físicas e jurídicas, inclusive cooperativas) podem financiar até R$ 600 mil, com taxa de juros de 6,75% ao ano e com até 10 anos para pagamento da dívida. Para mais detalhes, procure o técnico da Casa da Agricultura de seu município.

domingo, 22 de maio de 2011

PESCA DE POLVO MAIO/2011-STA.CRUZ CABRÁLIA-BA

POTES PARA PESCA DE POLVOS EM SANTA CRUZ CABRÁLIA-BA

POTES PARA PESCA DE POLVOS EM SANTA CRUZ CABRÁLIA-BA

A importância da piscicultura

 A importância da piscicultura e algumas doenças virais e bacterianas písceas.   
Ana Maria Cristina R. P.F. Martins - crisfm@biologico.sp.gov.br
Marcio Hipolito - hipolito@biologico.sp.gov.br
Márcia Helena B. Catroxo - catroxo@biologico.sp.gov.br
Centro de P&D de Sanidade Animal  
A criação de peixes e de outros animais aquáticos é uma prática antiga que se acredita datar de pelo menos 4.000 anos porquanto há referências de criatórios na China pré-feudal. Há, também, referências a viveiros de peixes nos hieróglifos do Antigo Testamento e no Egito durante o Médio Império (2050-1652 AC). Os criatórios romanos de peixes eram comuns na Europa e um estudo recente na Amazônia boliviana revelou uma complexa rede de açudes de peixes, que data da época pré-hispânica2,5.
Apesar das suas origens antigas, no entanto, a aquicultura permaneceu, em grande parte, como um meio de subsistência de baixo nível em relação às outras atividades agrícolas, até meados do século 20, quando as práticas de criação e manejo experimental de salmão, truta, vários peixes tropicais e espécies de camarão foram desenvolvidas e implantadas. A aquicultura é hoje uma importante indústria global com produção anual total superior a 50 milhões de toneladas e valor estimado de quase 80 bilhões de dólares EUA4. Ao contrário de outros setores da produção animal, a aquicultura é altamente dinâmica e caracterizada pela enorme diversidade, tanto da gama de espécies cultivadas como dos tipos de sistemas para o cultivo. Mais de 350 espécies diferentes de animais aquáticos são cultivados, incluindo 34 espécies de peixes, 8 espécies de crustáceos e 12 espécies de moluscos e cada um com uma produção anual superior a 100 mil toneladas4. Os animais aquáticos são cultivados em ambientes de água salobra, água doce ou água marinha, e os sistemas de produção podem incluir gaiolas, lagos artificiais, lagoas de barro, cestos, reservatórios e canais adutores.
A aquicultura pode ser uma atividade tradicional de pequena escala com pouca intervenção humana ou com sofisticadas operações industriais em que os animais são criados e gerenciados de forma a se obter um ótimo desempenho e a máxima produtividade.
O Brasil é um país com grande potencial para a exploração animal e a piscicultura vem se tornando importante fonte de proteína animal, dado seu vasto território e condições climáticas favoráveis.
Houve intensificação, nos últimos anos, do interesse dessa atividade, devido a uma diminuição da pesca. Esse aumento de criatórios, entretanto, propiciou o aparecimento e desenvolvimento de algumas enfermidades, principalmente em função do confinamento10. Além disso, concentrações elevadas de peixes favorecem o aparecimento de doenças em surtos epizoóticos por patógenos que têm, portanto, sua transmissão facilitada. Em condições ambientes naturais esses patógenos não seriam de grandes expressões.
O regime de confinamento, a alta densidade dos animais, manejos de cultivo e degradação da água por produtos tóxicos ou de excreção podem provocar um estresse crônico. Os peixes, assim, tornam-se imunossuprimidos e, portanto, menos resistentes às infecções³.
Importantes patôgenos virais emergentes de peixes pertencem a famílias de vírus dos vertebrados (homem e animais domésticos). No entanto, existem diferenças significativas entre a ecologia de doenças virais písceas e as humanas ou de outros vertebrados terrestres:
1. São poucos os vírus písceos que utilizam artrópodes como vetores;
2. Correntes aquáticas são menos eficazes na transmissão de vírus se comparadas com os aerossóis;
3. Espécies silvestres em reservatórios estão, em geral, em baixíssima densidade (exceto em agregados das unidades populacionais reprodutoras);
4. Os peixes são poiquilotérmicos e a temperatura tem um papel crítico na modulação do processo da doença afetando tanto a taxa de replicação do vírus bem como a resposta imune do hospedeiro e de outros fatores fisiológicos envolvidos na resistência;
5. Poucos vírus de peixe são transmitidos sexualmente entre os adultos, embora níveis elevados de alguns vírus estejam presentes em fluidos de desova e alguns vírus possam ser transmitidos verticalmente a partir de adultos à descendência, ou intraovo ou na superfície do ovo. No entanto, como ocorrem com as doenças aviárias, os peixes migratórios podem servir como veículos virais para longas distâncias provocando a dispersão de patógenos virais.
A expansão global da aquicultura de peixes ósseos e a fiscalização da saúde desses animais levaram à descoberta de vários vírus que são novos para a ciência. Muitos desses vírus são endêmicos na população nativa e oportunisticamente, infectam os peixes através das instalações aquícolas.
Devido ao risco de propagação através do comércio de peixes, muitas das doenças são listadas como notificáveis pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE)9.
Os vírus afetam principalmente as primeiras fases de vida dos peixes e, portanto, ovos, larvas e alevinos são mais susceptíveis. Os ovos infectados podem produzir peixes, recém-eclodidos, com sinais clínicos da enfermidade, enquanto os peixes adultos ao se infectarem podem ou não apresentar qualquer sintoma.
Nas regiões de águas quentes, os vírus não constituem os principais patógenos, a não ser o herpesvírus do peixe gato e o vírus da bronquionefrite das enguias, que provocam alterações clínicas graves, porém permanecem limitados à suas regiões geográficas, o primeiro nos EUA e, o segundo, no Extremo Oriente6. Portanto, a sua disseminação deve ser impedida mediante medidas profiláticas severas.
As infecções gerais podem ser causadas por rabdovírus, herpesvirus e iridovirus. Os rabdovírus abrigam os principais vírus: da viremia primaveral da carpa (VPC); da septicemia hemorrágica viral (SHV); da necrose hematopoiética infecciosa (NHI), entre outros.
Dentro da família dos herpesvirus, pode-se destacar o herpesvírus do papiloma dos ciprínideos8, o herpesvírus do peixe gato ou herpesvírus dos salmonídeos11.
Existem, ainda, muitos vírus sem classificação, como é o caso do vírus responsável pela necrose pancreática, vírus da necrose eritrocitária; vírus da necrose branquial da carpa; vírus do papiloma do salmão atlântico¹ e do peixe gato7.
As bactérias podem causar elevada taxa de mortalidade, tanto em peixes da natureza, quanto dos mantidos em cultivo. Doenças bacterianas estão entre as mais importantes causas de perdas entre as populações de peixes. Uma compreensão completa do agente etiológico, a patogênese, bioquímica, antigenicidade, epizootiologia e interrelação de fatores relacionados ao estresse e ambiente é essencial.
Entre as infecções bacterianas as principais são: enfermidades causadas por Aeromonas, principalmente a Aeromonas hidrophila, por sua patogenicidade; furunculose causada pela Aeromonas salmonicida; septicemia hemorrágica cujo patógeno é a Pseudomonas fluorescens; columariose produzida pela Flexbacter columnaris, causando uma infecção difundida em escala mundial entre os peixes de água doce, incluindo até os ornamentais; corinebacteriose, uma enfermidade bacteriana renal, causada pelo Renibacterium salmoninarum, um pequeno bacilo gram positivo difteroide; micobacteriose provocada por três espécies de patógenos Mycobacterium marinum, M. fortuitum e M. chelonei. e outras doenças bacterianas como a causada pela Edwarsiella tarda, que pertencente ao grupo das enterobacteriaceas, sendo gram negativas.
A chave para o sucesso do tratamento da doença bacteriana é o diagnóstico precoce e o tratamento preciso. Se o tratamento for retardado, pode levar a perdas substanciais. Isto é particularmente relevante para os tanques de carpas que, por diversas razões, muitas vezes são suscetíveis a surtos de doenças bacterianas.
O Laboratório Interinstitucional de Sanidade em Aquicultura (LISA), uma parceria entre o Instituto Biológico e o Instituto de Pesca, está preparado para o diagnóstico de algumas dessas doenças, utilizando os métodos recomendados pela Organização Mundial de Saúde Animal, como os exames histopatológicos, imunoistoquímicos, hibridização in situ, PCR (Polimerase Chain Reaction – Reação em Cadeia da Polimerase) e por microscopia eletrônica de transmissão através das técnicas de contrastação negativa, inclusão em resina, imunoeletromicroscopia e imunocitologia. Também podem ser realizadas provas de cultivo bacteriano, com identificação bioquímica e testes de sensibilidade aos antibióticos de uso recomendado e permitidos pela legislação.
http://200.144.6.109/imagens/artigos/156/thumb/1      http://200.144.6.109/imagens/artigos/156/thumb/2
Viremia Primaveril da Carpa (VPC)        Septicemia Hemorrágica Viral (VHS) http://migre.me/4r97G
http://migre.me/4r94T                                                                                                                                

Referências:
1. Carlisle, J.C.; Roberts, R.J. An epidermal papilloma of the Atlantic salmon. I. Epizootiology, Pathology and Immunology. Journal of Wildlifie Disease, v.13, n.3, p.230-234, 1977.
2. Erickson C.L. An artificial landscape-scale fishery in the Bolivian Amazon, Nature, v.408, p.190–193, 2000.
3. Ishikawa C.M.; Matushima E.R.; Souza C.W.O.; Timenetsky J.; Ranzani-Paiva M.J.T. Micobacteriose em peixes. Boletim do Instituto de Pesca, São Paulo, v.27, n.2, p.231-242, 2001.
4. FAO, Fishstat Plus, Food and Agricultural Organization of the United Nations, Rome, 2009.
5. Higginbotham, J. Piscinae: artificial fishponds in Roman Italy, University of North Carolina Press, Chapel Hill, 1997.
6. Kinkelin, P.; Bernard, J.; Hattenberger-Baudouy, A.M. Immunization against viral diseases occurring in cold water. Symposium on Fish Vaccination, Paris, Office International Epizooties, p.167-174, 1984.
7. Plumb, J.A Tissue distribution of channel catfish virus. Journal of Wildlife Disease, v.7, p.213-216, 1971.
8. Schubert, G.H. The infective agent in carp pox. Bulletin Office of International Epizootics, p.1011-1022, 1966.
9. Walker, P J.; Winton, J R. Emerging viral diseases of fish and shrimp. Veterinary Research, p.41-51, 2010.
10. Whipps, C.M.; Watral, V.G.; Kent M.L. Characterization of a Mycobacterium sp. in rockfish, Sebastes alutus (Gilbert) and Sebastes reedi (Westrheim & Tsuyuki), using rDNA sequences. Journal of Fish Diseases, v.26, p.241-245, 2003.
11. Wolf, K. Biology and properties of fish and reptilian herpesviruses. In: The Herpersviruses. v.2 ( Roizman, b., ed.). Plenum Press: New York. p.319-366, 1983.

Estudo do BNDES confirma viabilidade econômica e social da pesca e da piscicultura na Amazônia é realidade

10/5/2011 - 14:27 - ( Nacional )
Um projeto para aumentar o cultivo de pescado na Amazônia foi discutido segunda-feira (09) entre o Ministério da Pesca e Aquicultura, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e representantes de nove estados. O BNDES que fez um estudo sobre o setor e está convencido de que a pesca e a piscicultura (criação de peixes) são rentáveis. “A pesca consegue atrair um setor forte e competitivo, além de fazer inclusão dos pequenos produtores. Gera emprego, renda e é uma atividade eficiente”, disse o coordenador do Departamento de Relações com o Governo do BNDES, Victor Alexander Contarato Burns.
A ministra da Pesca, Ideli Salvatti, presente na reunião, acredita que a pesca também é uma atividade ambientalmente sustentável porque é possível criar toneladas de peixes sem derrubar uma única árvore. “Para produzir 200 quilos de carne de boi, você desmata 1 hectare. Se você colocar um 1 hectare de lâmina d’água, você produz algumas toneladas de peixe”. A produção da piscicultura brasileira é, atualmente, de 1,2 milhão de toneladas. “Com 1% da lâmina d’água que tem hoje na Amazônia já daria para produzir 7,5 milhões de toneladas de peixe”. Além disso, o selo "peixe da Amazônia" pode agregar valor às exportações.
A ministra espera ver o projeto de incentivo à pesca e à criação de peixes na Amazônia concluído até o fim do primeiro semestre.
Edição: Vinicius Doria

Imac descentraliza ações e licenciamento ambiental

Imac descentraliza ações e licenciamento ambiental pode ser feito em Cruzeiro do Sul
Flaviano Schneider (Cruzeiro do Sul) - 20-Mai-2011
Ação vai diminuir o tempo dos processos e beneficiar principalmente os pequenos produtores.
Em reunião técnica de trabalho em Cruzeiro do Sul, o Instituto do Meio Ambiental do Acre (Imac) resolveu as últimas pendências para descentralizar algumas de suas ações para o núcleo de Cruzeiro do Sul.
Segundo o presidente do órgão, Fernando Lima, serão descentralizadas as ações de fiscalização, monitoramento e, principalmente, licenciamento. Lima, que está no Vale do Juruá acompanhado do diretor de Gestão Técnica, Paulo Viana, da assessora jurídica, Elvira Thomé, e do responsável pelo Sistema Estadual de Informações Ambientais (Seiam), Anderson Cruz, conta que a descentralização deverá chegar a todos os núcleos do Estado. Ela chega primeiro a Cruzeiro do Sul, porque o escritório local já está bem estruturado, inclusive tendo em pleno funcionamento a rede de internet. 
A descentralização vai diminuir o tempo do licenciamento dos processos e visa beneficiar especialmente os pequenos. O núcleo local era dependente de Rio Branco. O processo começava em Cruzeiro do Sul e era enviado à capital para análise técnica, o que fazia com que a licença demorasse até seis meses para sair. “Do ponto de vista operacional e da demanda do povo daqui, isso era um complicador até para a economia do município e do Estado”, analisa Lima.
Na gestão passada, o governo lutou para melhorar a estrutura do núcleo de Cruzeiro do Sul e agora avançou para a descentralização. No entanto, Lima lembra que a gestão passa a ser compartilhada, mas a responsabilidade ainda é da presidência do Imac. “Não estamos criando outro Imac. Nós estamos modernizando o sistema e otimizando os trabalhos, fazendo gestão pública e gestão ambiental dos nossos processos. As nossas maiores demandas são os pequenos produtores, e a boa notícia para eles é que esse licenciamento a partir de agora já está funcionando.”
Segundo Lima, já existe uma portaria do Imac e publicação no Diário Oficial delegando ao chefe do núcleo de Cruzeiro do Sul, Isaac Ibernon, a prerrogativa de assinar as licenças sem precisar ir para Rio Branco. O governador Tião Viana deverá fazer o lançamento oficial da programação, de maneira a apresentar o gerente do Imac local às autoridades, Polícia Federal, IBAMA e Ministério Público.
Como a demanda em Cruzeiro do Sul vai aumentar, Lima explica que o órgão vai ter que contratar pessoal, já que vai fazer também o licenciamento de propriedade rural e postos de gasolina.
Os pequenos produtores de municípios isolados, como Porto Walter e Marechal Thaumaturgo, não precisarão sequer se deslocar a Cruzeiro do Sul, pois o Imac está montando uma força-tarefa de modo a poder atendê-los em seus municípios. Dessa maneira, o processo que demorava até seis meses vai levar 30 dias. “Descentralizamos a gestão para que tudo funcione mais rapidamente com qualidade”, enfatizou Lima. 
Piscicultura beneficiada
Segundo explicou Lima, toda atividade que tem algum impacto ambiental requer licenciamento, mas as de baixo impacto normalmente são dispensadas. Assim, quem vai trabalhar com piscicultura não precisa de licenciamento se a área utilizada for de até cinco hectares. A permissão tem respaldo numa resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) e vai desafogar em muito a questão do licenciamento.
Para o presidente do Imac, a criação de peixes é uma boa alternativa para evitar os desmatamentos, principalmente por parte dos pequenos produtores. A única exigência é fazer um cadastro, com o nome da propriedade, endereço e o georreferenciamento do açude, para um mínimo de controle. O Imac está fazendo um trabalho de prospecção no Estado todo da capacidade de uso das bacias, dos igarapés e dos rios, e, como lembra o presidente, a dispensa do licenciamento não pode ser feita de qualquer jeito. “A gente tem também que ter um resguardo ambiental: ele não vai poder fazer um açude dento de uma nascente, nem dentro de um igarapé.”

Nutreco Fri-Ribe lança nova linha de rações para piscicultura

09/05/11 - 14:21
Os produtos integram Programas Nutricionais para Peixes Onívoros e específicos para nutrição de Tilápias em Sistemas Intensivos de Criação
A Nutreco Fri-Ribe apresentou ao mercado brasileiro de piscicultura durante o mês de abril a nova linha ‘Fri-Acqua’ de suplementos nutricionais que começam a integrar nos programas nutricionais para peixes da empresa. A nova linha congrega produtos direcionados para alimentação de onívoros e outros específicos para a nutrição de tilápias.
O anúncio foi feito pelo gerente nacional de aquicultura da empresa, Marcelo Toledo, durante apresentação técnica para produtores nos estados de São Paulo e Minas Gerais. “Tivemos presença maciça dos piscicultores desses estados no evento. Foi muito bom para a empresa que pode apresentar ao mercado a novidade e participantes que puderam partilhar de experiências durante a explanação dos palestrantes”, destaca o administrador.
Segundo Toledo, a escolha desses locais se deve ao fato dos estados serem importantes polos de produção e criação de peixes em tanques-rede. Por esse motivo essas são também áreas estratégicas de atuação da equipe Nutreco Fri-Ribe em relação à aquicultura. “Os produtores localizados em regiões produtoras no estado do Maranhão já foram apresentados à nova linha nutricional Fri-Acqua e a estratégia agora é seguirmos para apresentações nos demais estados brasileiros que tenham produção de peixes expressiva, como Goiás”, destacou.
Durante o próximo mês de junho a Nutreco Fri-Ribe estará presente na Feira Nacional do Camarão (Fenacam), que será realizada em conjunto com a World Aquaculture 2011, maior evento da aquicultura mundial. “Durante a Fenacam estaremos apresentando novos conceitos para a nutrição estratégica de camarões, como resultado do aporte tecnológico advindo da integração da experiência Fri-Ribe na nutrição do Litopenaeus vannamei com background tecnológico da Nutreco, reforçado por recentes aquisições de empresas com participação significativa no mercado de rações para aqüicultura da China do Vietnam”.
Depois da feira a equipe Nutreco FriRibe irá à PecNordeste, maior evento da pecuária no Nordeste, em Fortaleza (CE), onde acontece o lançamento da Linha ‘Fri-Acqua’ na unidade da cidade de Maracanaú (CE)”, avisa Toledo.
Os produtos da linha Fri-Acqua são produzidos com ingredientes de qualidade, selecionados e inspecionados por meio do rigoroso padrão de qualidade da empresa, seguindo as Boas Práticas de Fabricação (BPF) e padrões internacionais de qualidade orientados pelo sistema de qualidade NUTRACE.
As informações são da Texto Assessoria de Comunicação
Agrolink

PREÇO DA TILÁPIA NO MERCADO

Piscicultura União, o forte em peixes
Siga nossa tabela de preços em promoção a partir do dia 27.05.2011
tilápia gift inteira: quilo R 5,70
tilápia em posta: quilo R 7,00
filé de tilápia: quilo R 17,00
tilápia gift viva: quilo R 5,00
Situada em: Brasil- Minas Gerais
Dados da empresa
Número de trabalhadores: 1-10 trabalhadores (Pequena empresa)
Idade da empresa:  25 anos
Cidade:35020-120 -  Governador Valadares
Endereço: Cláudio Manoel, 341b, esplanada
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Mais informação sobre a empresa
Nossa principal vantagem é o nosso profissionalismo e a nossa grande experiência. Nossa equipe de treinados funcionários proporciona o mais rápido e eficaz atendimento de suas necessidades. Com a devida diligência, é claro

Os produtos da piscicultura união são elaborados com Tilápias e ingredientes frescos, sem conservantes químicos e dentro do mais altos padrão de higiene.

 A produção da piscicultura e monitorada por responsável técnico veterinário para garante um pescado com a maior qualidade sanidade do mercado



Viste nossa web para conhecer os produtos e serviços que estou oferecendo: http://www.pisciculturauniao.co.cc

RACEWAY

Produção de peixes cresce e se profissionaliza - 16.05.11 | 04h05
G1-Entre 2007 e 2009, a produção de peixe no Brasil cresceu cerca de 60%
Enquanto é grande a variedade de produtos feitos com carne de boi, frango ou porco nos supermercados, a carne de peixe não tem tanto espaço assim. Isso pode estar mudando, já que o consumo e a produção de pescado no Brasil cresceram inclusive em Mato Grosso, terra dos grãos e do boi.
A carne de peixe é uma das mais consumidas no mundo. No Brasil, onde há grande disponibilidade de água e espécies, perde feio. Os ventos, porém, estão a favor, e o momento é de expansão. O consumo de peixe vem crescendo ano a ano.
Em 2007, um brasileiro comia, em média, pouco mais de sete quilos de peixe por ano. Dois anos depois, passou para nove quilos, e ainda falta para chegar aos 12 quilos por habitante/ano, média recomendada pela FAO, organização das Nações Unidas para agricultura e alimentação.
Entre 2007 e 2009, a produção de peixe no Brasil também cresceu cerca de 60%. Mato Grosso ainda superou essa média nacional de crescimento e aumentou sua produção em 70% no período, muito em razão dos investimentos feitos em Sorriso, no médio norte do estado.

A primeira piscicultura de Sorriso nasceu em um tempo em que ninguém pensava em criar peixe profissionalmente onde os grãos sempre dominaram a atenção do produtor. Foram justamente esses grãos que ajudaram a trazer a atividade para a região.
"Começamos a piscicultura no estado em 1992. Éramos eficientes como produtores, produzíamos bem soja, milho, mas o frete para levar esse produto para o sul do país era muito caro. Fomos buscar, então, formas de converter a proteína vegetal em animal aqui na propriedade e o peixe foi um dos veículos que nós fomos buscar para fazer isso", explica João Pedro da Silva, um dos pioneiros da região na piscicultura.
Hoje, a empresa do João Pedro, a Delicious Fish, também fatura com o bom momento do setor. Nos últimos cinco anos, sua produção anual saltou de 1.000 para 3.000 toneladas de peixe.
No local, eles fazem seus próprios alevinos, vendem parte deles, engordam a outra parte, e ainda processam toda a sua produção e a de 30 parceiros em frigorífico próprio, que fica na capital Cuiabá.
A fazenda trabalha basicamente com três híbridos de espécies amazônicas: o pintado da Amazônia, cruzamento de cachara e jundiá; o tambacu, fruto de mãe tambaqui e de pai pacu; e o tambatinga, mistura de mãe tambaqui com pai pirapitinga, carro-chefe da empresa. "Uns 80% da nossa engorda é tambatinga. A cabeça dele é menor, No frigorífico, o rendimento dele é maior", afirma João Pedro.
Para aumentar ainda mais sua produção e atender um mercado que não para de crescer, João investe em várias frentes. Uma delas é o melhoramento genético das espécies amazônicas. Há dois anos, ele abriu as portas da fazenda e se tornou parceiro do Aquabrasil, um programa coordenado pela Embrapa, que tem como objetivo promover um salto tecnológico na aquicultura brasileira. A empresa de João se tornou sede dos experimentos envolvendo o cachara e o tambaqui. O zootecnista Darci Fornari responde pela pesquisa das duas espécies.
"O grande gargalo hoje para a produção de peixe seria o melhoramento genético, que está relacionado à produtividade, à resistência do animal a sistemas de produção intensivos, e ao aumento na produção em geral", diz Fornari.
Um trabalho sério de melhoramento requer diversidade genética. Quanto mais, melhor. Por isso, outras pisciculturas instaladas na região Amazônica também participam do programa, cedendo suas matrizes e reprodutores.
João Pedro sabe que os resultados disso tudo são de longo prazo, porém muito valiosos. "Eu cheguei ao Mato Grosso há 30 anos, como pioneiro em soja. Na época, nós colhíamos 30 sacas de soja por hectare. Hoje, colhemos 65,70, mais que dobrou. Então, você imagina o lucro das futuras gerações com o melhoramento genético, que não vai ser diferente. Vai ser igual, a sociedade vai ganhar", afirma.
Enquanto os ganhos com o melhoramento genético não chegam, João Pedro busca resultados em curto prazo. Seguindo sugestão de pesquisadores como Darci, também tem apostado suas fichas num sistema de cultivo super adensado que tem um nome em inglês: "raceway".
"O raceway é caracterizado por alta renovação de água, de duas a quatro vezes o volume total por hora, e alta densidade de peixes. Aqui, hoje, nós estamos com quase 100 toneladas por hectare", explica Darci. Nos tanques de "raceway" da fazenda, João Pedro cria pintado da Amazônia. Distribuidores de oxigênio funcionam o tempo todo para manter vivos tantos peixes em espaço tão pequeno.
São muitos os planos de expansão. Nos próximos dois anos, a empresa quer mais que dobrar sua área de cultivo. Quer sair dos atuais 400 hectares de lâmina d'água para 1.000 hectares. Eles também estão de olho em outras espécies com potencial de mercado. O pirarucu, considerado o gigante da Amazônia, é o próximo da lista.
Dos peixes de escama de água doce, o pirarucu é o maior do mundo. Na natureza, pode chegar a três metros de comprimento e cerca de 200 quilos. Sua carne de filé alto é muito valorizada na Amazônia. O problema é que o pirarucu, durante muito tempo, foi super explorado. Para proteger a espécie, a pesca foi proibida. Comer pirarucu hoje só é possível se ele vier de cativeiro ou áreas de manejo, que não são muitas, uma oportunidade de negócio que João Pedro não quer deixar escapar. "O pirarucu tem essa vantagem do grande ganho de peso, e é um peixe que descama igual ao bacalhau. Nós pretendemos vendê-lo como o bacalhau brasileiro", explica.
João Pedro começou a criar pirarucu há dois anos, na fazenda. Hoje, ele mantém duzentos 254 exemplares da espécie, animais que ele comprou de outros criadores habilitados. As matrizes e os reprodutores já estão bem adaptados ao cativeiro, têm bom ganho de peso. O desafio agora é fazer com que eles se reproduzam nos tanques e, em se tratando de pirarucu, a tarefa não é muito fácil. João Pedro criou até um "motel" para ver se consegue capturar os primeiros alevinos ainda este ano. "O pirarucu é um dos poucos animais que o homem não pode pegar um macho e uma fêmea e fazer reproduzir, ele tem que namorar, se afinar, criar o casal espontâneo", diz o produtor.
Mesmo diante de todos esses esforços, João Pedro, acredite, não consegue atender nem a metade da sua procura. "Hoje, nós atendemos 30 a 40% da demanda, que é muito superior à disponibilidade do mercado. Podemos produzir milhares de toneladas que vendemos tudo. A nossa produção é vendida, é consumida em 80% no estado do Mato Grosso, imagine atender o Brasil", afirma.

Piscicultores aprenderão técnicas avançadas de cultivo de peixes‏

 SEBRAE Teresina-11/05/2011 às 02:33h
Serão vinte horas de treinamento, ministradas pelo instrutor do SEBRAE no Piauí, João Rodrigues
O curso de Técnicas Avançadas de Piscicultura é uma excelente oportunidade para piscicultores e empreendedores interessados em investir no cultivo de peixes obterem mais conhecimento e informação acerca dessa atividade.
O treinamento, que será promovido pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, SEBRAE no Piauí, acontecerá de sexta-feira (13) até domingo (15), em Teresina.
“Este curso é importante tanto para quem já exerce a atividade como para aquelas pessoas que pretendem iniciar investimento na área, pois são repassadas técnicas de cultivo de peixes, que norteiam a implantação de uma propriedade aquícola e a melhoria de um empreendimento já existente”, declara o gerente da Unidade de Atendimento Coletivo Agronegócios do Sebrae no Piauí, Francisco Holanda.
Dividido em aulas teóricas e prática, o curso aborda temas como: condições necessárias para a prática da piscicultura, espécies cultivadas, ecologia e preparação de viveiros, ciclos de produção e cadeia alimentar de peixes, qualidade da água, nutrição e alimentação, fases do cultivo, despesca e produtividade, custos de produção e rentabilidade, entre outros aspectos.
Serão vinte horas de treinamento, ministradas pelo instrutor do Sebrae no Piauí, João Rodrigues de Azevedo Filho. As aulas teóricas acontecerão na sede do Sebrae na capital, na Av. Campos Sales, nº 1046, Centro. A aula prática será em fazenda na zona rural de Teresina.
Devem participar do curso cerca de trinta pessoas. Essa mesma capacitação será ministrada nos próximos meses em Esperantina, Demerval Lobão e Piripiri.
“A intenção é que a piscicultura desenvolvida no Piauí seja cada vez mais profissional, obedecendo às técnicas adequadas de cultivo e a preservação ao meio ambiente, o que deve contribuir para que a atividade se torne mais competitiva e sustentável no Estado”, declara o gestor do Projeto Desenvolvimento da Piscicultura do SEBRAE no Piauí, João Pinheiro Junior.
Ainda segundo o gerente da Unidade de Atendimento Coletivo Agronegócios do Sebrae no Piauí, Francisco Holanda, para ter sucesso no cultivo de peixes não basta apenas participar do curso. “O empreendedor precisa ficar atento à importância de elaborar um plano de negócios consistente, de pesquisar mercados e de sempre buscar informações atualizadas sobre a atividade. Só assim é possível se sobressair nesse segmento”, finaliza Holanda.
Maiores informações e inscrições sobre o curso de Técnicas Avançadas de Piscicultura na Unidade de Atendimento Coletivo Agronegócios do SEBRAE no Piauí, localizada no 1º andar da sede do SEBRAE em Teresina, ou através do telefone (86) 3216-1388.


domingo, 15 de maio de 2011

União Geral de Trabalhadores (UGT) promove encontro estadual em Porto Velho


13 de Maio de 2011 - 09:08
Representantes de 30 entidades representativas de trabalhadores de Rondônia participam no Hotel Vila Rica, em Porto Velho, da Plenária Estadual da União Geral dos Trabalhadores (UGT), iniciada na sexta-feira (13) e com término previsto para este sábado. A UGT, criada há três anos, é considerada a terceira maior central de trabalhadores do Brasil, depois da CUT e da Força Sindical, e congrega cerca de mil entidades em todo o País. Em Rondônia, onde atua há dois anos, a central conta com a adesão de 22 entidades que representam trabalhadores rurais, comércio, colônias de pescadores, extração de madeira e alimentação (frigoríficos e laticínios), entre outras categorias.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio de Bens e Serviços de Rondônia (que representa os comerciários do interior do Estado), Francisco Lima, a Plenária Estadual da UGT conta com a participação de cerca de 100 sindicalistas de Porto Velho, Vilhena, Seringueiras, Cacoal, Ji-Paraná e Rolim de Moura. Também participa do encontro, o presidente do Sindicato dos Padeiros de São Paulo, Francisco Pereira, mais conhecido como Chiquinho, que tem uma extensa bagagem como sindicalista.
Durante a plenária, os participantes fizeram discussões sobre as leis trabalhistas que tramitam no Congresso Nacional, com destaque para aquelas que tratam da redução da jornada de trabalho, da redução do período de férias e da suspensão do pagamento do 13º salário. Neste sábado será redigido um documento sobre as discussões ocorridas no encontro, o qual será apresentado na Plenária Nacional da UGT, que será realizada em São Paulo, de 14 a 16 de julho, com a participação de mais de 4 mil sindicalistas.

TILÁPIA GIFT


Resultados e Impactos Esperados
Para a tilápia GIFT é estimado um ganho de peso de 15% a cada geração melhorada. Espera-se que, ao final do projeto, tenham sido obtidas 4 gerações de tilápia melhoradas, o que significa um aumento de ganho de peso de 60%, garantindo a continuidade da atividade mesmo em ambientes onde estes agentes estão presentes. Para as espécies nativas, haverá uma grande inovação tecnológica, na medida em que serão desenvolvidas metodologias de melhoramento genético a partir da implantação de técnicas de criação que permitam a identificação individual dos animais, bem como estimativas de parâmetros genéticos individuais, com a utilização do Modelo Animal.
O desenvolvimento de novas linhagens mais produtivas provenientes de espécies nativas poderá contribuir para reduzir os impactos de introdução de espécies exóticas, pois as nativas podem se tornar competitivas o suficiente para eliminação de uso de espécies exóticas de alta produtividade bem como de híbridos inter-específicos, situação que ocorre atualmente. Estas linhagens superiores serão avaliadas sob as condições propostas nos distintos projetos componentes, visando à geração de técnicas e tecnologias biosseguras e com alto valor agregado.
No projeto componente nutrição, espera-se a obtenção de rações de baixo custo que atendam às exigências nutricionais das espécies selecionadas bem como ambientalmente corretas e capazes de promover um melhor desempenho produtivo, reduzindo igualmente os problemas patológicos e estresses causados por alimentação inadequada.
No componente sanidade, o conhecimento dos agentes etiológicos será essencial para traçar estratégias de controle e prevenção das principais doenças e desenvolver o uso de tratamentos ao combate dos agentes causadores da maioria das enfermidades bacterianas sem causar danos ao meio ambiente e resistência a quimioterápicos, assegurando alimentos mais seguros e aceitação pelo mercado internacional.
Ao mesmo tempo, um dos grandes objetivos é o estabelecimento de metodologias adequadas que darão subsídios para formação de uma rede nacional de laboratórios capacitados e/ou credenciados.
Espera-se também a integração e troca de informações com os demais projetos componente que propiciem a formulação de dietas balanceadas suplementadas com probióticos que aumentem a resistência dos animais à infecções bacterianas, com a implantação das boas práticas de manejo que reduzam e/ou impeçam a proliferação de patógenos, aliadas a espécies melhoradas geneticamente e resistentes a patógenos culminando na produção de pescado seguro e de qualidade.
No que tange ao manejo e gestão dos sistemas de produção, está proposta a formulação de metodologias e protocolos de pesquisa para análises de água, sedimentos, antibióticos, hormônios, metais pesados, pesticidas, e para a avaliação da comunidade bentônica, bem como métodos para a análise de desempenho de cadeias aquícolas, recomendações de BPMs para assegurar a qualidade do pescado e a segurança ambiental da aquicultura, e instrumentos de gestão ambiental e ações de transferência de tecnologias como subsídios à elaboração de políticas públicas e estratégias empresariais. Certamente, espera-se que tais respostas tragam sustentabilidade em todas as dimensões (sociais, econômicas, ecológicas e de conhecimento) para a aqüicultura brasileira. Em resumo, pretende-se obter: melhoria da qualidade dos efluentes dos sistemas de produção aquícola; reduzir os riscos de contaminação ambiental e dos produtos aquícolas; validar um indicador biológico de qualidade de água e integridade dos ecossistemas aquáticos; e implantar um modelo multiplicador para aumentar a competitividade e sustentabilidade dos sistemas de produção aquícola com base nas BPMs.
No que tange ao aproveitamento agroindustrial, a palavra chave é a rastreabilidade e conseqüentemente, a disponibilização de ferramentas para esta finalidade, o que será desenvolvido na presente proposta envolvendo aspectos da determinação da qualidade microbiológica e sanitária para o pescado in natura e produtos de pescado significativos no agronegócio de diversas regiões do Brasil. Serão também desenvolvidas tecnologias para aproveitamento dos atuais resíduos de processamento para redução da poluição/degradação ambiental, ao tempo em que se adiciona mais valor agregado à atividade como, por exemplo, fertilizantes e produtos farmacêuticos a partir do resíduo de beneficiamento do camarão, tecnologias para obtenção de produtos como silagem, óleo e farinha a partir de tambaqui, pintado e camarão. Neste aspecto haverá ainda um grande ganho através da capacitação e treinamento de novos profissionais na área, considerando que é uma área com massa crítica muito reduzida.